Primeiro avião aterra no Novo Aeroporto Internacional de Luanda em vôo experimental


Fernando Calueto

17 de Junho 2022 às 14:11

Treze minutos foi o tempo de duração que o vôo experimental fez do Aeroporto 4 de Fevereiro para o novo Aeroporto Internacional de Luanda, localizado no município do Icolo e Bengo.

Com este vôo experimental o País marca o início de um período de certificação que vai durar cerca de 18 meses, a fim de se apurar se o projecto cumpre todas as regras internacionais.

O coordenador do gabinete operacional do novo Aeroporto Internacional de Luanda, José Paulo Nóbrega, disse à imprensa que o novo Aeroporto Internacional de Luanda tem quatro pistas, estando duas delas prontas para aterragens de aviões de grande e pequeno porte.

“Temos já terminada a pista sul, a maior do aeroporto, que tem 4.000 metros por 60 de largura, onde aterrou o primeiro vôo”, disse, acrescentando que o novo Aeroporto Internacional de Luanda foi construído para se adequar aos novos tempos do sector da aviação civil.

O ministro dos transportes, Ricardo de Abreu, afirmou que o novo Aeroporto Internacional de Luanda entrará em pleno funcionamento em Dezembro de 2023 e “para que a obra arrancasse com êxito foi preciso ultrapassar algumas etapas sociais e a tomada de decisões inovadoras e arrojadas.

“Em 2017 visitei as obras deste aeroporto juntamente com o Presidente da República João Lourenço e ao longo da visita previ um desfecho fatal para o projecto”, começou por dizer o ministro.

Segundo Ricardo de Abreu, apesar de estar em andamento, o Aeroporto Internacional de Luanda padecia de graves dificuldades em virtude dos temas difíceis porque passou, designadamente a sua concepção, o método de implantação, o de negócio, o secretismo na sua execução e a incapacidade dos promotores privados de o concluírem.

Depois, prosseguiu o ministro, “no primeiro despacho que tive com o PR, logo após a minha tomada de posse, a 20 de Junho de 2017, fui claramente orientado a concluir este projecto e a dedicar especial atenção ao sector da aviação civil nacional”.

“Desde essa data que não deixamos de trabalhar par execução destes objectivos superiormente amentados”, explicou.

Segundo Ricardo de Abreu, o País dispõe hoje de uma grande e verdadeira autoridade da aviação civil.

“Após todo o processo de reforma que temos vindo a implementar no sector dos transportes, temos obrigatoriamente de concluir que se este Aeroporto Internacional de Luanda não existisse, teria de passar a existir”, disse.

De acordo com dados oficiais, o novo Aeroporto Internacional de Luanda “Dr. António Agostinho Neto”, que ocupa uma uma área de 1.324 hectares, tem capacidade para 15 milhões de passageiros e um volume de mercadorias de 50 mil toneladas por ano.

A infra-estrutura possui, também, duas pistas duplas e está dimensionada para receber aeronaves do tipo B747 e A380 – actualmente o maior avião comercial. Contempla também a construção de raiz de uma cidade aeroportuária que cobrirá uma área de construção de 75km2.



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