″Publicar um livro em Angola ainda é um desafio porque os livros são custeados pelo próprio autor″


Consagrou-se como a Melhor Escritora nos prémios Globo de Ouro. Estava à espera?

Desejava ganhar, com certeza. No entanto, confesso que tive um certo receio, embora acreditasse plenamente que o meu livro tinha potencial para merecer o Globo de Ouro. Também tinha a clara noção de que estava a concorrer com nomes imponentes da nossa literatura, razão pela qual a vitória nunca foi uma certeza para mim. Agradeço a todas as pessoas que acreditaram mais do que eu, que votaram muito em mim e me fizeram vencedora de tão ilustre premiação.

O prémio é fruto de uma jornada de escrita e publicação de livros?

Acredito que sim. A minha trajectória pode ter contribuído grandemente para o alcance desse desiderato. O “Amar Além das Estrelas” é o resultado de uma Mira Clock mais madura, após 10 anos de carreira profissional no mundo da escrita, contando desde o lançamento do primeiro livro em 2012. Creio que nada é por acaso e todos os nossos actos, dos mais triviais aos mais relevantes, contribuem para a realização das nossas metas e para o sucesso das nossas empreitadas.

Como nasceu a paixão pela escrita?

Sempre gostei de escrever, desde muito pequenina. Escrever foi sempre a melhor forma de me comunicar comigo e com o mundo. Eu fui uma criança tímida, que encontrava na leitura e na escrita o seu refúgio, e até hoje encontro na escrita a melhor forma de expressar o que sinto.

(Leia o artigo integral na edição 678 do Expansão, de sexta-feira, dia 10 de Junho de 2022, em papel ou versão digital com pagamento em kwanzas. Saiba mais aqui)



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